domingo, 12 de outubro de 2008
10 de Outubro - Semana de História 2008
Alí, em poucos minutos a semana havia terminado. Alessandra, que faz parte do CAHClio encerra a semana agradecendo a todos, palestrantes e palestrandos.
Agradecemos a todos nossos palestrantes que nos ajudaram a crescer. Agradecemos a comissão organizadora, CAHClio, que fizeram da Semana de História 2008, uma ferramenta para novas formas de discutir a história na região, além de terem caprichado em todos os aspectos, local, escolhas, intervalos deliciosos e a nossa maravilhosa festa. Parabéns!
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
09 de Outubro - Semana de História 2008
O intervalo foi de polenta frita e torresmo. Parecia mesmo a casa da vovó, aconchego...
A palestra da noite foi com o Professor Doutor José Roberto Severino, com o tema "Intolerância, etnicidade, identidades: Diferenças culturais".
Iniciando com o esclarecimento sobre o que é intolerância, etnicidade e identidade. O professor demonstra como a intolerância, que vez se imagina algo tão distante, na verdade acontece tão perto e em tempos passados ou mesmo em nosso presente. A Intolerância leva a subjugar outras culturas. Mostra que a etnicidade, identifica-se por vários aspectos e não só os físicos, mas culturais, entre outros. As pessoas tendem a se agrupar e criar identidades, muito fácil de observar que pessoas tentam "criar" sua identidade e se agrupar com os semelhantes.
Bem, ele coloca como esses três pontos "fazem" as diferenças culturais. Que elas existem todos sabemos, mas as maneiras como elas se dão na região do Vale-do-Itajaí, foi o foco da palestra.
As culturas indígenas e afro-decendentes nessa região (não somente aqui, claro) são deixadas de lado, são culturas "a parte". Os índios que em muito contribuem para nossa cultura - nas palavras de José R. Severino "Os alemães não aprenderam a fazer farinha sozinhos, nem mesmo a saber quais vegetais, aves ou outros animais serviam de alimento - tem de ter seu espaço cultura havendo aí um respeito entre as culturas, apesar de vivermos o dilema americano - O que fazer com os Índios?".
Os grupos que se estabeleceram na região possuem de certa forma uma identidade oriunda de sua terra de origem.Não há como negar que os descendentes de alemães ou italianos, não possuem uma cultura igual a da Alemanha ou da Itália, possuem aspectos em comum. Essas culturas incorporam aspectos indígenas e afro-descendentes, ou mesmo uma troca entre elas cidades italianas que possuem características germânicas.
Mas isso não retira seu caráter cultural "original", assim como não se pode negar que um quilombo evangélico, mesmo não tendo uma religião típica da África, não é um quilombo ou que os quilombolas não possuem uma cultura afro.
Há aí de se aceitar que uma cultura Italiana em uma cidade, por exemplo, é diferente de certa forma de outra cidade de origens italianas.
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
08 de Outubro - Semana de História 2008
Em seguida, Rafaela Vieira e Michelle de Andrade, representantes do SEPLAN (Secretaria Municipal do Planejamento Urbano), iniciam uma viagem ao Patrimônio Histórico Material de Blumenau, descrevendo como as atividades são desenvolvidas. A consulta antes de construir, sendo três diferentes tipos: P1 (interno e externo), P2 (externo) e P3 (entorno). Os critérios analisados para o cadastro (pré-tombamento): Conjunto, estrutura de ocupação, excepcionalidade, originalidade e memória cultural. Os casos de demolição ou restauro e o motivo da escolha por uma dessas alternativas, isenção de taxas e impostos, aprovação de publicidade e o cálculo potencial construtivo.
Rafaela e Michelle analisam a questão da excedente valorização do estilo enxaimel na cidade. Apontam quatro tipologias arquitetônicas dentro de períodos distintos na cidade: O estilo da colonização (enxaimel) , o período de transição, a Art Deco, e a arquitetura moderna. Dessa maneira, não há somente um tipo de patrimônio a ser cuidado, e sim, é necessário fazer com que as pessoas possam entender a importância desses outros estilos que também estão presentes em Blumenau. Apresentam um número de 430 cadastrados, e destes, 11 são federais (IPHAN) e se concentram em sua maioria na Vila Itoupava, 55 estaduais (FCC) concentrados mais na Rua XV de Novembro e Hermann Hering, 14 municipais e 30 processos de tombamento iniciados. Mostram fotos das casas, como o Comercial Zimdars, outros na rua Alameda Duque de Caxas, Alameda Rio Branco, Alwin Schrader, Sete de Setembro, entre outras tantas casas. Demonstram os benefícios do Patrimônio Histórico, que além da preservação da memória, trabalham com a majoração do potencial construtivo e a questão dos impostos e taxas. Em resposta às perguntas da platéia, falam das pontes, que são de suas responsabilidades, mas que não está sendo prioridade. Também falam sobre o Moinho do Vale, e sobre o fundo para o restauro, havendo uma possibilidade de melhora em virtude da nova lei de Publicidade.
Após um café, com capilé com cuca, sorrisos e conversas do além, a risada volta a rolar, pois Peninha entra em cena.
Peninha, segundo o mesmo, é culpa de sua localidade, onde todos devem ter apelido. O nome é sigiloso, é só para íntimos, e nós, estamos enquadrados nisso então: Gelci José Coelho é seu nome, que profere também em nome de Franklin Joaquim Cascaes.
Inicia sua fala lá do império Romano, passando por Portugal, a Ilha dos Açores, chegando a Florianópolis. Aqui o papo entra com as imagens produzidas pelo imaginário real das pessoas. Um ano inteiro ilustrado de maneira a contemplar uma história tão perto, que nem parece 'nossa'. De Boi-tatá, vaca-tatá, cruz, capela e caça às baleiais ao vampiro de sete asas, a mula-sem-cabeça, lobisomem que é o sétimo ou décimo terceiro homem da família. Do terno de reis ao boi-de-mamão com dança, teatro, música, história e indumentária a quaresma e toda a sua semana santa, o sábado de aleluia e a farra-do-boi. E ele não para, pois vem Corpus Christ, o mês de junho de Santo Antônio e São João, o pão por Deus, e o tal do "Finadinho", que parece estar mesmo finado, morto e enterrado em nossa história, abrindo espaço para o Halloween. Só São Benedito para nos ajudar! E temos o sepultamento, a procissão das almas, a paixão de Cristo. A mulher, esta jamais poderá ir para o mar, a não ser que esteja zangada com algum homem, porque mulher na pesca é azar, segundo Peninha. Falando nisso, tem o mau-olhado, as bruxas. Cuidado! E por aqui temos o enxoval sendo construído desde muito pequena, sobrando tempo para as brincadeiras de roda, ratoeira, onde brincavam de trabalhar. Há as figuras míticas como os barbeiros ambulantes e o seu Chico, um típico mentiroso da cidade...que nos rendeu belas gargalhadas.
Livro indicado: "O Português que nos pariu".
terça-feira, 7 de outubro de 2008
07 de Outubro - Semana de História 2008
Iniciando a mesa redonda, a professora e representante do arquivo histórico blumenauense, Sueli Petry, fala da realidade em que o arquivo se encontra, aspectos negativos e positivos, a preocupação com a doação de documentos: "O que descartar ou não?", a falta de espaço (que é destacada por todos os representantes, por sinal!). No término de sua fala, a professora Sueli diz que apesar de tudo o arquivo está vivendo uma "época de ouro" em virtude do espaço virtual e a Revista Blumenau em Cadernos, que é de responsabilidade do arquivo. Para contactar: arquivohistorico@arquivodeblumenau.com.br
Um intervalo com pão delicioso e chimia de ovo, ou como diria o alemón "pón com eier chimia", café, e uma chimia de banana. Historiadores não paravam de circular por lá!
Quebrando a normalidade, Terezinha Fernandes da Rosa, do arquivo de Joinville dispensa o microfone e com muito humor transmite o que fez com que o arquivo joinvillense 'parasse' por quase dois anos. A intoxicação, as máquinas compradas por esse motivo, como foi combatida e como está sendo revertida a situação, as roupas de 'astronauta', foram alguns dos temas abordados por ela. Para contactar: arquivistica@joinvillecultural.sc.gov.br
Para fechar, o professor José Roberto Severino apresenta o arquivo de Itajaí. Seus projetos, como "Memória nos bairros", a editora, arquivo itinerante, os bonecos. Explica-nos uma pitada de cada elemento essencial do arquivo itajaiense. Para contactar: jrseverino@furb.br
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
06 de Outubro - Semana de História 2008
O terceiro é Anderson, que trouxe a Arqueologia em Santa Catarina como seu tema.
Um intervalo preparado pelo CAHClio com um delicioso cachorro-quente, ou vários....e:
Então, Falcão conta a história do termo, cita algumas pessoas que enquanto cronistas ou colunistas sociais vêm desempenhando um papel na "narrativa de si" (Construção do texto ficcional, não científico, mas que usa da memória para escrever) para que possamos saber como eram as cidades, a partir de suas lembranças. Batata pergunta sobre os jornalistas enquanto historiadores. A resposta é surpreendente, pois Falcão tem Jornalismo como sua primeira formação. Eis que aponta a atual formação jornalística como mero aprendizado técnico, onde os livros são coleções de relatos engraçados sobre determinados assuntos, regitrando muito mal a história. Por outro lado, chama a atenção pela dificuldade dos historiadores ao escreverem para que as pessoas comuns possam se interessar e não tornar "chato" o então, objeto de estudo. Falcão responde às questões da aluna de Ciências Sociais, sobre a Escola dos Annales, a morte, as diferentes atitudes diante da morte. Ao final, volta a falar de cidades, em resposta ao Professor Ricardo sobre as temporalidades distintas dentro da cidade.